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sábado, 30 de março de 2013

Ninguém Deve Obedecer a Ninguém e a Nada

Texto: Elias Penteado Leopoldo Guerra

Ninguém deve obedecer a ninguém e a nada, pois deve reconhecer que somos todos iguais como partes de um Todo maior (a Família, a Sociedade, a Humanidade, o Universo); por esta razão o bem do Todo é o bem de cada uma, o bem da colméia é o bem da abelha. Assim, consequentemente, em lugar de obediência deve haver cooperação, pela qual cada um apoia e facilita e existência do outro. Por essas razões as pessoas devem mútuo respeito uma às outras.

A única disciplina aceitável é a autodisciplina que resulta da consciência de que somos, na realidade, parte de um Todo. É importante, pois, respeitar a existência do outro e sua natureza... , reconhecer que como parte de um mesmo Todo, somos todos um e que ser diferente é normal e, por isso, tudo começa por mim e por cada um, eis que todos somos responsáveis pelo Todo e por cada um!

Ser responsável é dar a resposta, ter a ação adequada para a necessidade do outro e do Todo, como célula de um mesmo e único organismo.

Os pais não tem poder sobre os filhos, embora a Lei fale em ”pátrio poder”, o que existe na realidade é o pátrio dever de cuidar dos filhos. Cuidar respeitar é proteger, facilitar, amparar, dar apoio, orientar, transmitir segurança, ser responsável. Portanto os filhos não devem obediência aos pais, mas sim respeito: respeitar é reconhecer a existência do outro como ele é, respeitar sua individualidade e o seu legitimo e inquestionável Direito de ser como é e viver a sua vida plenamente, de acordo com sua maneira de ser.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aqui e Agora

Elias Penteado Leopoldo Guerra

Você pode viajar de carro por uma estrada, em uma noite muito escura, sem luar, de Porto Alegre a Belém, tendo visão adiante da estrada de somente cerca de cinqüenta metros, que é o alcance médio dos faróis de um carro. É só o que você consegue ver da estrada sob a luz dos faróis de seu carro, é o que você consegue perceber, ter consciência e, no entanto, é o suficiente, pois deste modo você pode percorrer, com todas as suas curvas, os quase quatro mil quilômetros de estrada que separam as duas cidades, viajando à noite, em escuridão total, sem saber, em determinado momento, o que há mais adiante.

É assim também o que ocorre em nossa vida, só se pode perceber e ter consciência do que está ocorrendo no momento presente O passado já se foi, tornou-se história, lembrança, não existe mais e o futuro é somente uma expectativa, um desejo, algo que se quer alcançar, mas que ainda não existe!

Na vida prática, no dia a dia de nossa existência, deixamos de ter a mesma confiança e aceitação no que podemos perceber e ter conhecimento, como temos quando na estrada em viagem de Porto Alegre e Belém, na escuridão da noite, pelos faróis de nosso carro. Nesta situação não podemos saber o que acontecerá, o que haverá na estrada, mas saímos e viajamos confiantes e, estando alerta e atentos, com atenção em cada trecho da estrada que estamos percorrendo, chegaremos tranquilamente ao nosso destino que determinamos.

Por que não adotamos esta mesma atitude no cotidiano de nossa vida, tendo esta confiança no momento presente, no aqui e agora, que é a única realidade que existe de verdade? O passado já não existe mais, o futuro ainda nem começou a existir – é só uma expectativa, um anseio, um desejo, mas que não podemos viver no agora.

A tranqüilidade, a paz, somente surgirá quando tivermos total consciência do que ocorre no momento presente, quando nossa atenção e percepção estiver no aqui e agora. Esta é a única possibilidade de tornarmos realidade  aquilo que desejamos para o nosso futuro. Portanto o futuro só acontecerá como almejamos não só se tivermos plena consciência do aqui e agora, mas desde que tenhamos muito claro o que de fato aspiramos, queremos para nossa vida.

Portanto é necessário que se saiba aonde se quer chegar, pois aquele que viaja sem um destino definido nunca chegará a lugar algum. Mas somente podemos  estar alerta, atento, consciente do que está acontecendo agora e aqui, desde que  saibamos porque estamos aqui bem como para onde queremos ir; embora tenhamos que ter consciência que não se pode ter certeza absoluta de tudo, pois a realidade está em mudança constante. Certamente se terá maior possibilidade de alcançarmos nosso destino se tivermos claramente definido o que queremos.

Tudo, assim,  depende de nós mesmos, da atitude de confiança que tenhamos,  da consciência que tenhamos de quem somos, porque existimos e, portanto, para onde queremos e devemos ir e que decidamos qual será nosso destino.

Quando se chega ao nosso destino ele já não é mais o nosso destino – pois já estamos lá, ele já é a nossa realidade, o nosso precioso presente! Só quando chegarmos lá é que seremos nós!     

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MPE Brasil 2011 Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas


 Que brasileiro é criativo, todo mundo sabe. É por isso que muitas empresas já estão se preparando para a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil. Para sua micro ou pequena empresa também aproveitar este excelente momento, participe do Prêmio MPE Brasil. Ao se inscrever, você ganha uma análise de gestão personalizada e, com essa força, o ouro vai chegar mais rápido do que você imagina. 

O MPE Brasil é uma iniciativa do Sebrae, em parceria com Grupo Gerdau, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). “Para nós, o prêmio é apenas uma faísca. O que queremos é que o maior número possível de empresas faça essa avaliação que o MPE Brasil propõe, para que conheçam onde podem melhorar em busca da qualidade”, ressaltou o coordenador de projetos da FNQ, Francisco Teixeira Neto.

Ao se inscrever no prêmio, os empreendedores devem levar em conta a importância do processo e não apenas a possibilidade de vencer. É uma grande oportunidade de superação para os empresários e seus colaboradores. Eles precisam dar início à caminhada em busca da excelência.

Os empreendedores que desejam concorrer ao prêmio podem se inscrever pelo site www.premiompe.sebrae.com.br até 15 de agosto ou no Posto Sebrae de Atendimento ao Empreendedor de Ubatuba.

O Sebrae oferece consultorias gratuitas para a adequação da empresa aos padrões do processo de avaliação exigidos pelo MPE Brasil, além de capacitações na área de qualidade.

Informações podem ser obtidas na Central de Relacionamento do Sebrae pelo número 0800 570 0800.



Serviço:

Prêmio MPE Brasil
Inscrições:
www.premiompe.sebrae.com.br
Data:
até 15 de agosto
Informações: 0800 570 0800

PAE Ubatuba:  Rua. Dr. Esteves da Silva, 51- Centro (12) 3834 1445

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - Não Somos Vítimas

Elias Penteado Leopoldo Guerra

Não somos vítimas, mas podemos nos considerar vítimas, a opção e a responsabilidade são sempre nossas e os resultados também. Com relação a um copo de água exatamente pela metade, podemos dizer que está meio cheio ou meio vazio, a escolha também é sempre nossa. O mundo é consequência, um reflexo de como o vemos e o sentimos.

Se olharmos a natureza e soubermos aprender com ela, veremos que nela nada é resultado da sorte ou do azar, nada se considera vitima das circunstâncias... as coisas acontecem... O corredor de fórmula Indy , Tony Kanaam, ontem, em Indianápolis, deu uma demonstração disto, pois saiu no início da corrida entre os últimos, conseguiu chegar ao quarto lugar, sofreu um problema, que não foi provocado por ele, no box, o que o levou novamente às últimas colocações na corrida, mas acabou chegando, ao final, em quarto lugar, porque nunca se entregou, nunca desistiu ou se desanimou.

Sabe-se que os maus existem no mundo porque os bons se omitem, são passivos, se consideram vítimas, tem consciência de que a realidade é essa e aceitam passivamente, sem qualquer ação para modificar isto. Submetem-se e se auto escravizam às situações externas, sem tomar qualquer ação e queixam-se que as coisas lhes acontecem, sem reagir a elas.

A realidade externa está fora de nosso controle e vontade, mas dependem de nossa vontade as ações que temos para transformar essa realidade. Quando o presidente dos Estados Unidos da América, no início do ano 1960 declarou, publicamente para o mundo todo, que seu país colocaria homens na Lua e os trariam de volta, são e salvos, não existia, em qualquer lugar do mundo conhecimento e tecnologia para realizar isto, mas em 1969 homens chegaram à Lua e voltaram sãos e salvos. Isto foi resultado da motivação que levou-os a realizar o que se determinaram a fazer, não importando as dificuldades que existiram para tanto. Se lhe tivessem dito que era impossível realizar este projeto e concordasse, nada teria acontecido.

Se nos lembrarmos como o ser humano vivia na idade da pré-história e compararmos como vive hoje, nota-se a imensa diferença que existe, a qual foi produto daqueles que não desistiram que persistiram, que acreditaram na capacidade de transformar as coisas.

O que é extremamente importante é a motivação, a razão pelo qual se quer transformar o mundo, a Vida. Esquecemos que, não nascemos nem sobrevivemos por nossa exclusiva vontade e ação, dependemos de outros para viver. Não somos um ser isolado e, na realidade somos uma célula de um organismo muito maior, independente O que acontece quando uma célula de nosso organismo resolve que é independente e começa a se reproduzir descontroladamente é o câncer, que acaba por destruir, levando à morte o corpo inteiro. Todas e cada célula de nosso corpo, que são cerca de cem trilhões, sabem qual é a sua função e interagem com as demais conforme sua natureza e sua finalidade. Por esta razão é que existe a VIDA!!!!

Estamos no limiar de uma nova era, a era da consciência, da compreensão de quem somos e porque existimos, porque estamos aqui, no mundo , na Vida. Certamente não é para nosso exclusivo e independente interesse. Nota-se que o número de pessoas que tem essa consciência está crescendo esse multiplicando, como um câncer saudável, do bem. A informação e a comunicação são o caminho para essa consciência de NOSSO papel na Vida. A internet com suas infinitas possibilidades é o caminho para a nossa reunião. Assim como todas as células do nosso organismo estão interligadas e se comunicando, a comunicação está permitindo que esta nova consciência esteja crescendo e se multiplicando. O COPO DE AGUÁ ESTÁ MEIO CHEIO.

domingo, 8 de maio de 2011

Preocupe-se mais com sua Consciência do que com sua Reputação

Elias Penteado Leopoldo  Guerra
O escorpião (*)

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez o escorpião o picou

Pela reação da dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal o picou.

Alguém que estava observando aproximou do mestre e disse-lhe:

“- Desculpe-me, mas o senhor é teimoso. Não entende que todas as vezes que tentar tirar o escorpião da água ele irá picá-lo?”

O mestre responde “- A natureza do escorpião é picar e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.”

Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida e continuou:

“-Não mude sua natureza se alguém lhe faz mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque a consciência é o que você é e sua reputação é o que os outros pensam que você é. É o que os outros pensam.... É problema deles!"


(*) autor desconhecido

terça-feira, 3 de maio de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - Nosso papel face à atual realidade


Fatos assustadores estão ocorrendo ultimamente em nossa cidade, na área do Poder Judiciário, pois, como bem colocado por Barão de Montesquieu; “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos."

Estes fatos trazem a necessidade de que se saiba, com clareza, qual é o nosso papel, qual a razão de estarmos aqui. Para se entender adequadamente a presente situação é necessário que se analise a prática de nossos sistemas educacionais.

Na nossa realidade atual em Ubatuba temos uma Juíza que emite mandado de prisão nulo, sem a devida fundamentação exigida por Lei e, principalmente, sem ter a tipificação do crime atribuído ao indiciado; há um Promotor Público que, incoerentemente, solicita mandado de prisão absurdo, pois se refere a fato ocorrido há oito meses, sem justificativa de prisão preventiva e, finalmente, temos um Delegado de Polícia que cumpre um mandado de prisão nulo, pois, como dito, a Juíza não fundamentou, no mandado, sua decisão e não definiu o tipo de crime atribuído ao indiciado.

Nosso atual sistema, previsto na Lei, estabelece que cabe ao Delegado de Polícia ter a formação profissional jurídica, devendo ser obrigatoriamente Bacharel em Direito, não podendo, assim, ignorar os requisitos legais de um mandado de prisão, não devendo, portando, cumprir mandados nulos.

Embora haja debates sobre possível fusão entre a Polícia Cível e a Polícia Militar, não se pode ignorar que ambas tem funções distintas. Enquanto a Polícia Militar é responsável pela prevenção e manutenção da ordem pública, a Polícia Civil é o órgão de apoio a Promotoria Pública no sentido de fornecer informações, indícios, dados e provas para que possa promover os devidos processos crimes contra indiciados, caracterizando-se assim como Polícia Judiciária.

Cabe ao Juiz, ao Magistrado, em todos os seus níveis, exercer a jurisdição, ou seja, dizer qual é o Direito em demandas a ele apresentadas. Cabe, por sua vez, ao Promotor de Justiça a responsabilidade pela ordem jurídica, pelo regime democrático, pelos interesses sociais e interesses coletivos, pelos ireitos individuais indisponíveis que, por sua natureza tem caráter de ordem pública e, principalmente, pelo respeito e cumprimento da Lei.

Nosso sistema de Educação se fundamenta, na prática, na transmissão de informações e conhecimentos gerais e profissionais, sem nenhuma preocupação no desenvolvimento nas pessoas de espírito crítico, que lhes permita saber analisar e a interpretar a situação em que vivem e saber qual seu papel decorrente,  suas obrigações e responsabilidades. Este conceito prático de educação certamente não conduz à sabedoria. A sabedoria é a capacidade de perceber, sentir, entender, compreender e saber quais são as circunstâncias que estão ocorrendo e quais são seu papel e função face a esse significado, às origens e às causas dessas circunstâncias.

A Educação pode também ser conceituada como a busca da transformação das pessoas no sentido de sua evolução dentro do contexto social em que vivem. Para sermos adequados à situação em que vivemos, a qual sempre muda, exige-se que nos transformemos no sentido de que nos tornemos pessoas diferentes, cidadãos conscientes da realidade e de nossas conseqüentes funções e responsabilidades sociais, assim podendo assumir o papel que nos cabe: não há, assim, espaço para omissões.

Conclui-se, portanto, que agora é a hora, o momento de assumirmos nosso papel na sociedade, não havendo espaço para a omissão, pois pior do aqueles que fazem o mal são aqueles que permitem isso por sua omissão.



Elias Penteado Leopoldo Guerra

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Coluna Atitude e Comportamento: Imaginemos e vivamos o Novo Mundo

Por Política se denomina a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. Todas as pessoas nascem e vivem em Estados e, portanto, são naturalmente entes politicos, independentemente de estarem conscientes disto ou não. Outro aspecto importante que esquecemos é que ninguém nasce e sobrevive sozinho, quer em sua infância como no seu estado adulto. De uma forma ou por outra, de qualquer forma, nós sempre dependemos das outras pessoas, quer admitamos ou não somos, independente de nossa vontade, parte de uma só comunidade global. Tudo que é feito por outras pessoas nos afetam, assim como tudo que fazemos afetam os outros, o que nos leva a conclusão que todos nós somos uma célula de um organismo maior.

Sabe-se que o corpo humano é constituído de cerca de cem trilhões de celulas. Nós nem sequer conseguimos visualizar, imaginar o que sejam cem trilhões de qualquer coisa, pois é algo que escapa a nossa visualização. No entanto sabemos que basta uma só célula julgar-se única e indenpendente e resolver atuar e viver de maneira própria (também chamado de o ínicio de um tumor de cancer) e que outras células se multiplicando nessa mesma atitude da célula incial, levarão o total das demais cem trílhões de células à morte e, por conseqência, à morte do organismo humano em que estejam.

Se refletirmos um pouco sobre isto chegaremos a conclusão de que ninguém tem o Direito de se considerar independente e ter ter sua vida própria, isolado dos outros, pois assim nada mais é do que uma célula cancerígena no organismo social.

Não geramos nossa própria vida, portanto ela não nos pertence. Nossa inteligência nos leva a uma conclusão lógica, embora não saibamos explicar os detalhes, que nada acontece por acaso, assim como ninguém está neste mundo, vivo, por acaso e nem por decisão sua, própria. Conclui-se então que temos a obrigação, o dever de nos integrar na vida da nossa comunidade, tendo ciência das consequências de nossos atos.

Educação e amor são condições necessárias para a sobrevivência no nosso oganismo social e respeitar o outro e a todos é característica do amor e da educação, portanto temos que ser responsáveis por todos e por tudo. Ser reponsavel é ter a atitude de dar a resposta adequada que a situação exige.

Não faz sentido e é improdutivo focar no erro dos outros, em vez de procurar saber o que possamos fazer para que o erro seja corrigido. Criticar sem apresentar alternativas de soluções, sem estar na busca de apresentar alternativas de soluções, de uma maneira honesta e comprometida, não nos leva a nada; é como a célula que resolve viver sua prória vida, independente do organismo do qual faz, naturalmente, parte.

O mal não é somente feito por aqueles que buscam só seus interesses próprios, a quaisquer meios, ignorando e desrespeitando a existência dos demais, mas também é feito por aqueles que se omitem, viram os olhos da realidade para não vê-la e não se comprometerem, com responsabilidade maior pois criam as condições para que os maus possam fazer o mal.

Lembremo-nos do dito antigo de que é fácil quebrar um graveto mas é impossível se quebrar um feixo de vários gravetos juntos, unidos.

Não permitamos que as circunstãncias nos corrompam, pois é com isto que os maus contam e esperam, mas tenhamos confiança em nós, no que temos consciência ser o justo, o adequado e o devido a ser feito. Não sejamos escravos do passado, que já se foi, concentremo-nos no presente e na confiança de que o bem e a verdade sempre vencem e transformam as pessoas, podendo assim criarmos juntos o mundo e a vida que almejamos para nós e nossos entes queridos.

Tenhamos a coragem e determinação de imaginar esse novo mundo, o “ A New Earth “ (“O Despertar de uma nova Cobsciência”), de Eckhart Tolle e ele se tornará realildade. Unamo-nos ao ideal de John Lennon, lindamente expressado em sua música “Imagine” e teremos um Novo Mundo.
Elias Penteado Leopoldo Guerra

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - A Relação Eu - Tú

Para que o encontro seja um intenso processo de comunicação, tornando-se a oportunidade de realização própria através do outro, é fundamental que haja, de ambas as partes, espontaneidade e autenticidade e assim a capacidade de aceitar a autenticidade do outro, mesmo que seja diversa da sua.própria, isto é, aceitar todas as potencialidades do outro e assim reconhecer a pessoa que o outro teria a capacidade de se tornar por sua criação. É a oportunidade de perceber o outro como uma pessoa com capacidade de um desenvolvimento interior criativo; isto ocorre porque se atua no momento presente, no aqui e no agora, pois a essência da relação é objeto do passado mas é vinvenciada no presente.

Esta relação Eu-Tú é a terapia vivencial, relacional, que ocorre no presente e não se foca no passado, que já não mais existe. É uma terapia direta e presencial criada pelo autêntico relacionamento, no qual se respeita mutuamente como cada um realmente é não como julgamos ou gostaríamos que fosse.

O processo terapêutico ocorre então no aqui e agora através de um relacionamento vivencial entre terapeuta e cliente, sendo o papel do terapeuta facilitar o processo, enquanto se relaciona pessoalmente e simultâneamente. Esta é a relação Eu-Tú, uma relação de reciprocidade, de experienciação mútua um do outro, ou seja, um mútuo aprendizado de viver.

O trabalho do terapeuta, como facilitador do processo, tem a responsabilidade de criar um clima envolvente e propício para o crescimento do cliente e, por consequência, do seu próprio crescimento.

O encontro só existe se há sentimento de respeito autêntico e mútuo entre o Eu e o Tú; não é algo que exista no Eu tendo como objeto o Tú, mas é algo que existe entre ambos, pelo qual cada um assume a responsabilidade pelo outro, com aceitação total, independentemente de quem sejam; o que as duas pessoas sejam não tem significado algum, o que importa é a essência da pessoa, que as torna iguais e é por esta razão que existe a reciprocidade.

O respeito é que torna a relação autêntica e por esta razão é fundamental se ver a totalidade da pessoa, sua essência, seja qual for sua natureza; portanto a condição básica do encontro é a aceitação integral de sí e do outro.

A pessoa (Eu) só se torna plena e integral quando em relação com a outra pessoa (Tú.)

domingo, 27 de março de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - O ENCONTRO

“Um encontro de dois: olho no olho, cara a cara. E, quando estiveres perto, arrancarei teus olhos e os colocarei no lugar dos meus e tu arrancarás meus olhos e os colocarás no lugar dos teus, então eu te olharei com teus olhos e tu me olharás com os meus. Assim até a coisa comum serve ao silêncio e nosso encontro é a meta sem cadeias: “O lugar indeterminado, em um momento indeterminado, a palavra indeterminada ao homem indeterminado” (Jacob Levy Moreno)
Encontro é o mais intenso nível de comunicação; é a realização própria através do outro; a identidade, a experiência rara e inesquecível da reciprocidade total.

A técnica psicoterapêutica do Psicodrama é diálogo vivo, que busca, no momento atual, o encontro, onde importa mais é o presente, a vivência do momento atual é um convite a uma comunicação humana transformadora, é a tentativa de desintelectualizar o ser humano para um contato mais verdadeiro, mais emocional, mais pessoal – ou seja, o encontro.

O Psicodrama surgiu do jogo, como fenômeno ligado à espontaneidade e à criatividade, princípio da auto-cura. O jogo se manifesta através da dramatização, que é o encontro propriamente dito do terapeuta com o cliente e o encontro do cliente consigo mesmo. .

O Psicodrama, representado na forma dramática e espontânea do encontro, é o método que busca a verdade mediante a ação.

O encontro é extemporâneo, está ou vem de fora do tempo próprio, não é próprio do tempo em que se faz ou se sucede. O encontro não é estruturado, não é planejado, é sem ensaios – produz-se no momento, no “aqui e agora”.

O encontro é indeterminado, é produto da espontaneidade, que é p catalisador e gera a criatividade, que possibilita a criação de nova maneira de se ver a si próprio e a sua situação, permitindo outra forma de agir e de ser”..” A espontaneidade é a resposta adequada a uma situação nova ou uma resposta nova a uma situação antiga “(J L Moreno).

A espontaneidade é o catalisador da criatividade, que é a alma de todos os seres orgânicos, para que possam sobreviver e é um fator geral do Universo na existência de todas as coisas vivas.

A espontaneidade gera a criatividade, que é o fundamento da auto-percepção, portanto, da auto-cura.

O Psicodrama representa uma forma dramática e espontânea do encontro – método que busca a verdade através da ação.

“Encontro significa estar junto, encontrar-se, dois corpos tocarem-se, ver e observar, apalpar, sentir, compartir e amar, comunicação mútua, conhecimento intuitivo mediante o silêncio ou movimento, a palavra ou o gesto, o beijo ou o abraço, unificar-se, uma em um.” (Jacob Levy Moreno)
Elias Penteado Leopoldo Guerra
Bibiografia;
“Psicodrama da Loucura”, José Fonsseca Filho,Ed.Ágora, 1980
“Psicoteapia Psicodramática”, Dalmiro Manuel Bustos, Ed. Brasiliense,1979

terça-feira, 22 de março de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - Jornada ao Nosso Mundo Interior

A importância de se conhecer nosso mundo interior já era conhecida há muitos séculos. Sócrates, um dos fundadores da Filosofia Ocidental, teria usado a inscrição no templo a Apolo, na cidade de Delfos, Grécia, “Conhece a ti mesmo” como fundamento de sua Filosofia, de seus ensinamentos.

As matérias anteriores, nesta coluna, referiram-se a atenção e a dependência às condições externas, que determinam a situação nas pessoas em geral e desta forma de seus desconfortos, aborrecimentos, mal estar e a sua infelicidade.

Na medida em que tomamos conhecimento disto, podemos transformar esta situação. Para se mudar esta realidade é necessário aceitá-la de maneira ativa, positiva. É preciso que se aja adequadamente de acordo com o que se quer, com o que se busca e assim o desconforto, desajuste desaparece. Portanto a solução está em nosso interior e ninguém pode obtê-la por nós, pois nosso mundo interior somente pode ser acessado por cada um de nós. Assim é preciso que estejamos conscientes disto, neste momento presente, no “aqui e agora”.

Aceitar é uma atitude positiva que significa concordar com a realidade como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. Para isto é necessário que tenhamos autopercepção, conhecimento de quem somos, porque estamos aqui, qual é a razão de nossa existência, de nossa vida.

Ocorre que este processo de autoconhecimento não é simples e nem sempre ocorre sem que tenhamos apoio externo, de outrem, que nos facilite a consciência e a compreensão de quem realmente somos.

Há várias correntes de psicoterapia, que significa terapia (cura) de nossa psique (mundo interior). Todas tem em comum que os problemas (a doença) está em nosso interior, portanto, a solução (cura) também está no nosso interior. O que varia muito nas várias técnicas são as maneiras de se dar apoio para que as pessoas encontrem o caminho do seu interior. É fundamental que se viva este momento presente, “o momento é a abertura pela qual o homem passará em seu caminho” (Jacob Levy Moreno).

(em próximas matérias continuaremos sobre este tema)


Elias Penteado Leopoldo Guerra

segunda-feira, 14 de março de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - Auto-percepção versus Desenvolvimento

Nota do editor: O texto abaixo, de autoria de Elias Penteado Leopoldo Guerra, foi publicado no jornal O Estado de São Paulo há cerca de 25 anos. O fundamental é que as idéias do texto permanecem válidas e devem ser amplamente divulgadas.
A necessidade de planejar o futuro próximo se impõe a cada dia com maior intensidade. Indiscutivelmente, as dimensões, a velocidade e a natureza das mudanças que estão ocorrendo são de tal amplitude, que condicionam até mesmo a própria sobrevivência à capacidade de adaptação à nova realidade.

Nas organizações, no que se refere aos recursos humanos – que são os principais agentes das mudanças – tem havido muita preocupação em conhecê-los melhor, em identificar os seus talentos, o seu potencial e habilidades. O sucesso da adaptação à mudança dependerá deles. Muito se tem discutido, tentado e feito sobre a avaliação de pessoas e, em especial, de seu desempenho e potencial. As maneiras como se tem procedido variam enormemente, desde as formas mais empíricas, subjetivas e informais (que são a grande maioria), até instrumentos muito bem elaborados, que procuram reduzir o fator de subjetividade, sistematizando as informações para que possam ser mais objetivamente analisadas e correlacionadas, permitindo uma visão mais global da pessoa.

Inúmeras pesquisas têm sido conduzidas sobre este assunto. As mais variadas técnicas são utilizadas, tentando associar o sucesso na performance no trabalho com características da pessoa humana. O exame dos resultados dessas pesquisas sugere que 70% dos atributos vinculados ao sucesso no trabalho são dimensões ou aspectos da personalidade, sobrepondo-se àqueles relacionados com habilidades, experiência ou conhecimentos.

Estas conclusões, no campo da psicologia ocupacional, têm estimulado estudos para o desenvolvimento de instrumentos que auxiliem e facilitem a identificação desses traços da personalidade, e assim permitam um prognóstico da eficácia no trabalho, possibilitando, desta forma, que surjam medidas que possam ser tomadas para promover o desenvolvimento das pessoas, para que, ao final, os objetivos e as metas organizacionais possam ser mais adequadamente alcançadas.

É impossível dissociar o desenvolvimento organizacional do desenvolvimento das pessoas que compõem a organização. Da mesma forma não se pode cogitar sobre o desenvolvimento de pessoas sem ter presente a AUTO-PERCEPÇÃO, sem a qual o mesmo não poderá existir. Inúmeros instrumentos e recursos têm sido elaborados e utilizados para o desenvolvimento de pessoas, sem que essa imprescindível premissa tenha sido levada em consideração. Assim não somente pelo instrumento em si mas pelo seu uso adequado e, principalmente pela devolução ou “feedback”, é que a pessoa avaliada poderá perceber-se e procurar ajustar-se às demandas da realidade, sem o que seria impossível o desenvolvimento.

Sob o aspecto ético–profissional, questiona-se, com muita veemência, a legitimidade de se invadir a privacidade da personalidade das pessoas, utilizando-se os resultados da análise no interesse da organização. Certamente é inconcebível que se proceda a investigação da personalidade, por qualquer meio, de uma pessoa, sem que ela seja esclarecida do que se trata e que tenha dado o seu consentimento. Além disto, é fundamental que a pessoa seja informada, de maneira compatível com sua capacidade de entendimento e com a sua situação pessoal, sobre os resultados da avaliação, para que possa utilizá-los em benefício do seu desenvolvimento.

A identificação de traços da personalidade, comumente designados como fatores, somente é possível através do desmembramento da personalidade nos seus vários aspectos observáveis isoladamente. Este procedimento, entretanto, tem sofrido fortes críticas dos profissionais da área do comportamento humano, sob o argumento de que é impossível conhecer-se algo que só tem sentido atuando como um conjunto. De fato, a pessoa humana é um conjunto íntegro, no qual seus vários componentes interagem e se interrelacionam, produzindo, desta forma, o comportamento da pessoa. Portanto, qualquer tentativa de estudo da motivação desse comportamento só terá sentido se for mantida a visão global, holística, da pessoa.

É preciso se ter certeza da qualidade ético–científica do instrumento que se está utilizando, ou seja, deve-se confirmar sua fidedignidade e sua validade para o fim a que se destina, é necessário também assegurar-se que as pessoas que se utilizam desses instrumentos estejam, ética e profissionalmente, adequadamente preparadas.

As várias técnicas psicológicas de avaliação da pessoa – quer sob aspectos de suas habilidades, dos seus conhecimentos, interesses ou mesmo dos traços de sua personalidade – são utilizadas primordialmente para seleção, com o propósito de se alocar, da forma mais adequada possível, a pessoa à função a que melhor se ajusta. O seu objetivo final, entretanto, embora nem sempre explícito, deveria ser o do desenvolvimento da pessoa. Esta argumentação se fundamenta no fato de que o desenvolvimento da organização é uma questão de sobrevivência e isto não poderá ocorrer sem que haja o desenvolvimento das pessoas que compõem a organização.

É imprescindível, pois, que se forneça ao avaliado adequado “feedback” ou “devolução”, sobre seus pontos fortes e, principalmente, sobre seus aspectos a serem desenvolvidos, para que, junto com seu avaliador, seja elaborado um plano futuro para a sua adaptação à organização, no caso de processo de seleção, e para seu posterior desenvolvimento. Sem que isto ocorra, todo o processo não só perde seu sentido ético como funcional, pois certamente não produzirá os resultados esperados e planejados, como poderá ser fonte de risco de graves problemas para ambas as partes.

Pode-se, pois, concluir que o que realmente dá sentido ao processo de avaliação da pessoa, para que seja efetivamente um elemento do desenvolvimento do pessoal e da organização, é que haja clara percepção, pelo avaliado, dos resultados da avaliação e que, justamente com o seu superior, seja elaborado plano de ação que conduza efetivamente ao desenvolvimento. Este depende da auto–percepção e auto–determinação do avaliado, pois desenvolvimento, na realidade, é auto–desenvolvimento; entretanto é necessário que a pessoa seja auxiliada pelo seu superior, pois essa responsabilidade deve ser compartilhada por ambos.

Elias Penteado Leopoldo Guerra

terça-feira, 8 de março de 2011

Coluna Atitude e Comportamento - Aceitar e transformar

Só se pode transformar quando se aceita a realidade – por exemplo: se compro uma casa para reformá-la de acordo com minhas necessidades e desejos, tenho que saber como ela foi construída: ou seja, se foram usados tijolos de barro, de cimento, de cerâmica, se há colunas e vigas de concreto, se há lages de concreto, como foram feitas as fundações...

Para aceitar é preciso conhecer, perceber, saber a realidade- só se pode transformar (reformar) a casa se a conhecer e aceita-la como ela é – só então podem ser tomadas as ações que resultem na transformação (reforma) que se deseja.

Constatar, conhecer, saber e aceitar a situação externa e interna (nossa realidade interior) são os primeiros passos para se poder fazer qualquer transformação. Com relação a nós mesmos, somente cada um de nós pode conhecer e saber sua realidade interior, assim como o sonho que só nós vivenciamos e sentimos, não podemos compartilhar com mais ninguém. Também a nossa realidade interior só nós mesmos temos a possibilidade de conhecê-la. Por conseguinte a primeira transformação se faz em nós mesmos, em nosso mundo interior para que possamos transformar a realidade exterior.

Portanto, se eu não me conhecer não poderei aceitar minha realidade como ela é pois só a partir daí é que poderei transformá-la. Portanto é preciso constatar, perceber, conhecer, saber e aceitar a minha realidade para que possa mudá-la ou transformar qualquer outra realidade exterior.

Aceitar é diferente de se acomodar, se omitir, ser passivo e inerte (sem ação), alheado ou submisso à realidade.

Aceitar é uma atitude ativa. Atitude são os valores que temos, como e o que valorizamos na Vida e o que buscamos. Aceitar, que é concordar com a realidade como ela é e não como gostaríamos que ela fosse, permite assumir uma atitude e ações que levam a transformação dessa realidade. Ora, não se pode transformar algo que não se conhece ou que também não se aceita. Para aceitar é preciso conhecer, saber o que se pretende transformar, para poder trabalhar, agir, atuar sobre a realidade dos fatos e não sobre aquilo que  imaginamos ser ou como  entendemos ou com relação aquilo que desejamos que fosse. –  Logo, só quando se conhece e se aceita a realidade como ela é, poderemos transformá-la ou nos tornarmos independente dela.

Desta forma somente podemos respirar por nós mesmos (pois ninguém pode respirar por nós) e que somente podemos respirar neste momento presente, o agora, pois não podemos respirar no momento que já se tornou passado nem no que eventualmente será futuro.

Conseqüentemente, a transformação só ocorre quando conhecemos e aceitamos ativamente a realidade e, portanto, agimos adequadamente de acordo com a finalidade que buscamos que queremos;  portanto as soluções são sempre provenientes do nosso interior e ocorrem agora, no momento presente e ninguém poderá fazê-las por nós. É no se conhecer que reside a capacidade de realização dos nossos sonhos, porque depender do que não depende de nós gera medo, insegurança e envolvimento emocional, que nos conduz a soluções inadequadas.


Elias Penteado Leopoldo Guerra

domingo, 6 de março de 2011

Coluna Atitude e Comportamento (para não pensar, mas se sensibilizar e agir)

amor não é algo que se sente, é algo que se faz”  (Rosana Braga)

O presente texto foi apresentado por Eckhart Tolle em vídeo e sugere uma atitude pro-ativa com relação à nossa Vida ( nossas condições interiores e exteriores)

Epitetus (AD55 – AD135) deixou-nos uma mensagem para nos sensibilizarmos sobre como percebemos e agimos em relação à nossa Vida. Acredito ser um texto adequado para inaugurar a coluna “ATITUDE E COMPORTAMENTO”, como  um roteiro, uma referência para as matérias que se seguirem:


A Sabedoria de Epictetus

“No que se refere à condição ou estado externo/interno – é de nos tornarmos  livre dos estados externos. O seu ensinamento (os dois estados estão conectados, é claro) é que qualquer aborrecimento surja na sua mente não é pela situação; o sofrimento e a infelicidade surgem do julgamento da situação. Nós sempre olhamos para o estado externo, ele diz, para nossas realizações e satisfações, mas nós nunca as achamos.

 Ele aponta para a possibilidade de nos tornarmos livre disso; então não importa qualquer que seja a situação externa – no interior você tem espaço de liberdade – você não é mais uma entidade reativa – você não é governadopelos acontecimentos externos e isto é uma liberdade incrível, pois se você está no estado de depender de eventos externos – então você estará a mercê do que acontece ou deveria acontecer.

Seus ensinamentos foram conseqüência das suas próprias condições pessoais, as quais se diria, provavelmente, criariam um ser humano infeliz.

Se você é escravo, aleijado e se você têm que observar todas essas pessoas saudáveis e poderosas, então, na superfície, haveria razões suficientes para justificar a infelicidade ou uma baixa opinião a seu próprio respeito.

Talvez tenha sido o seu caso inicialmente, mas ele descobriu em si mesmo que a causa de sua infelicidade não era a situação e isto se tornou um dos dois pontos centrais do seu ensinamento - a causa de qualquer aborrecimento, ele disse, não é a situação ou condição externa, mas os pensamentos que minha mente está criando com relação à situação ou à condição e no momento que ele compreendeu isso, não houve mais sofrimento.

Ele se tornou livre das condições externas. Este é o segundo ponto de seu ensinamento: a possibilidade do ser humano se tornar livre; se você está mais a mercê do que as pessoas fazem ou dizem ou deveriam fazer ou dizer, mas não o fazem – então você está à mercê de todas as coisas e assim você vive dessa maneira de viver, inconscientemente, viver disfuncionalmente - ele percebeu tudo isso através da sua própria e verdadeira condição pessoal.” 

em : Vídeo de Eckhart Tolle


Segundo a Wikipédia (Google):

“EPICTETUS (Filósofo estóico, grego, AD55 – AD 135).  Ele nasceu como escravo em Hierapolis e era aleijado, viveu em Roma até ser banido, quando foi morar em Nicópolis, no norte da Grécia, onde viveu pelo resto de sua vida. Seus ensinamentos foram anotados por seu discípulo Arrian em seus “Discursos”. Ele ensinou filosofia como uma forma de vida, não como uma disciplina teórica.

Para Epictetus, todos os eventos externos são determinado pelo destino e assim estão além de nosso controle, mas nós podemos aceitar o quer que aconteça calmamente e desapaixonadamente. Os indivíduos, entretanto, são responsáveis por suas próprias ações, as quais eles podem examinar e controlar através de rigorosa autodisciplina. O sofrimento surge do tentar controlar o que é incontrolável ou negligenciar o que está dentro do seu poder. Como parte da Cidade Universal que é o Universo, os seres humanos têm o dever de cuidar de todos os seus companheiros humanos. A pessoa que siga estes preceitos conseguirá felicidade e paz de espírito.”
Este texto sugere nossa reflexão sobre a colocação de que a causa dos nossos aborrecimentos e sofrimentos está, realmente, em nosso interior, em nós mesmos. Portanto é inútil buscar as suas causas nas circunstâncias, em outras pessoas, no destino, na realidade externa, na Vida. Por outro lado, isto significa também que a solução desses sofrimentos também está dentro de nós, ou seja, somente nós somos quem temos as soluções, portanto não dependemos de nada externo, de nenhuma outra pessoa para solucioná-los.

Estes pensamentos são a base de uma filosofia de vida, pela qual a nossa terapia está em nós mesmos. Somente nós e ninguém mais ou qualquer coisa externa a nós, temos as soluções desde que nos conscientizemos disto e que procuremos, por nosso esforço, a solução de nossos problemas. Dentro desta linha de ação, o papel de terapeuta cabe a nós mesmos. Há uma filosofia de vida, mais do que uma técnica de terapia, que se fundamenta nestes fatos, na qual o terapeuta é uma pessoa igual ao seu cliente, interagindo ambos em uma relação pessoal profunda, na qual se cria um clima de espontaneidade, que gera a atitude criativa no paciente, permitindo-lhe a percepção dos seus conflitos e a identificação da sua solução. Nesta coluna serão apresentadas mais informações sobre esta linha de ação.


Elias Penteado Leopoldo Guerra