Projeto de Lei nº. 117/13, da Verª. Flavia Pascoal - PDT, Institui o Programa “A Câmara vai á Escola e a Escola vai á Câmara” e dá outras providências.
Nota da assessoria: proposta quer promover a interação entre o Legislativo municipal e as escolas, permitindo aos estudantes compreender o papel da Câmara no contexto social em que vivem. As visitas devem ser agendada com antecedência.
Nobre Vereadora,
Vossa Senhoria através do projeto de lei n. 117/13 propõe uma interação entre o Legislativo Municipal e as Escolas do município através dos nossos estudantes, porém este projeto desperta em mim um sentimento de duvida quanto ao que de fato essas crianças irão aprender com o poder Legislativo de Ubatuba.
Para que se compreenda o dever da Câmara de Vereadores em meio ao contexto social em que vivem carentes, de educação, de saúde, de lazer e de segurança, entendo que não será tão fácil explicar, afinal a Câmara Municipal não é até aonde eu sei um circo. Como explicar então a essas crianças o porquê dessas mazelas? Ou quem deveria fazer e não faz? Ou quem deveria cobrar e não cobra?
E o voto, um direito intransferível e a única forma de mudança, as crianças saberão das compras de votos, das trocas por cargos e empregos, dos balcões de negócios que muitas vezes se transformam as próprias Câmaras?
Corrupção é um tema muito comum, e criança fala o que quer. O que vai ser dito a respeito dos desvios de dinheiro, das fraudes em licitações, do nepotismo, da merenda tão ruim, da falta de creche, dos bairros abandonados, enfim, esses assuntos de gente grande.
Concluindo, se a Câmara vai às escolas e não aos bairros mostrar transparência em seus atos junto da população, ouvir as suas demandas, assumir responsabilidades, cobrar a prefeitura, enfim, sair dos gabinetes para dar aos seus eleitores uma resposta real nas ruas, significa que melhorar a vida das pessoas através de excursões de crianças a Câmara Municipal, isso é brincadeira de criança.
Sebastião Ferreira de Carvalho Júnior
Morador de Ubatuba , Estufa II
Vossa Senhoria através do projeto de lei n. 117/13 propõe uma interação entre o Legislativo Municipal e as Escolas do município através dos nossos estudantes, porém este projeto desperta em mim um sentimento de duvida quanto ao que de fato essas crianças irão aprender com o poder Legislativo de Ubatuba.
Para que se compreenda o dever da Câmara de Vereadores em meio ao contexto social em que vivem carentes, de educação, de saúde, de lazer e de segurança, entendo que não será tão fácil explicar, afinal a Câmara Municipal não é até aonde eu sei um circo. Como explicar então a essas crianças o porquê dessas mazelas? Ou quem deveria fazer e não faz? Ou quem deveria cobrar e não cobra?
E o voto, um direito intransferível e a única forma de mudança, as crianças saberão das compras de votos, das trocas por cargos e empregos, dos balcões de negócios que muitas vezes se transformam as próprias Câmaras?
Corrupção é um tema muito comum, e criança fala o que quer. O que vai ser dito a respeito dos desvios de dinheiro, das fraudes em licitações, do nepotismo, da merenda tão ruim, da falta de creche, dos bairros abandonados, enfim, esses assuntos de gente grande.
Concluindo, se a Câmara vai às escolas e não aos bairros mostrar transparência em seus atos junto da população, ouvir as suas demandas, assumir responsabilidades, cobrar a prefeitura, enfim, sair dos gabinetes para dar aos seus eleitores uma resposta real nas ruas, significa que melhorar a vida das pessoas através de excursões de crianças a Câmara Municipal, isso é brincadeira de criança.
Sebastião Ferreira de Carvalho Júnior
Morador de Ubatuba , Estufa II
